Em uma época em que o narcisismo exacerbado parece ter contaminado a grande maioria das pessoas, em âmbito mundial, e o radicalismo existencial se apossado das mentes humanas, faz-se necessária uma reflexão profunda a respeito das prejudiciais conseqüências trazidas por tais posicionamentos, sendo uma delas, a deterioração da verdadeira visão da individual e real essência interior. Para tanto, a priori, é preciso que se repense sobre o porquê da disseminação dos processos de socialização modernos, já que os mesmos vêm conduzindo o homem ao desprezo pela criatividade, ao menosprezo por sua própria liberdade, o que faz com que se depare constantemente com fortes crises existenciais que o tornam incapaz de suportar até a si mesmo e, obviamente, às demais pessoas que fazem parte de seu convívio. A disseminação do narcisismo vem produzindo, gradativamente, uma espécie de compressão da visão que o homem tem de si, impedindo-o de poder obter um olhar mais abrangente sobre sua própria realidade e das demais pessoas que lhe rodeiam. O resultado final de tal obstrução é o assustador aumento de casos de violência e depressão, já que todo homem só consegue desenvolver uma personalidade sadia quando encontra meios de escapar dessa obsessão que tem de si mesmo, abrindo-se para o mundo, aceitando o enfrentamento de mudanças que o mesmo está sempre a lhe apresentar e que são extremamente necessárias para que possa obter uma evolução que se refere tanto à sua estrutura psicológica, quanto emocional. Quando isso não ocorre, emergem essas graves crises existenciais que, em sua grande maioria, são provocadas pela opção feita pelo gregarismo, nostalgia, solidão, apatia e ausência do verdadeiro significado do processo de viver. E foi, talvez, pensando nas possibilidades de vivenciar tais tipos de crises que o compositor de “Metamorfose Ambulante” tenha escrito que gostaria de “dizer agora o que não disse antes: eu prefiro ser uma metamorfose ambulante do que ser uma pessoa que tenha aquela velha opinião formada sobre tudo, sobre o que é o amor, sobre o que eu nem sei quem sou. Fonte: http://pt.shvoong.com/social-sciences/psychology/1918721-metamorfose-ambulante-uma-poss%C3%ADvel-revers%C3%A3o/#ixzz22sf2zol0